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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

GGómez

Estamos agora juntos no corredor escuro e sem chaves. Nem nu nem vestido, do lado de fora. Saberemos reconhecer seu perfume, ou para a perversão do olfato resultarão agradáveis os cheiros fétidos? Talvez o detrito, resto deste mundo, seja a matéria prima do outro, visto ao contrário, num infinito espelho de costas que desordena o próprio caos, e se incorpora com uma lógica firme, resolvendo contradições e revelando mentiras. As coisas parecem não ser suficientemente complicadas para entendê-las.
(Gabriel Gómez, Borges e Outras Ficções, 2009)

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