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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tempo




Tempo sem amor e sem demora
Que de mim me despe pelos caminhos fora
Não procures verdade no que sabes
Nem destino procures nos teus gestos
Tudo quanto acontece é solitário
Fora de saber fora das leis
Dentro de um ritmo cego inumerável
Onde nunca foi dito nenhum nome.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

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