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sábado, 18 de julho de 2009

H.P.Blavatsky


MADAME BLAVATSKY



Elena Fadeef Hahn - seu nome de batismo - nasceu em 1831, em Ekaterinoslav, povoação do sul da Rússia. Seu pai, o coronel Pedro Hahn, fazia parte da nobre familia dos Rettenstern, oriundos de Meclenburg, Alemanha, e sua mãe era neta da princesa Dolgoruky e tataraneta do príncipe Sérgio Gregorivitch Dolgoruky, descendente do Tzar Miguel Fedorovitch, que foi avô de Pedro o Grande, fundador da dinastia dos Romanofs. Elena nasceu de compleixão física tão débil que seus pais se apressaram em batizá-la, para não morrer com o pecado original, como era crença na Rússia antiga.

Durante a cerimônia do batismo, alguém deixou cair uma vela, que rapidamente incendiou alguns panos, inclusive as vestes do sacerdote. Segundo as crenças supersticiosas daquela gente, esse acidente era presságio funesto para a vida de Elena, que seria fecunda de acontecimentos, vicissitudes e atribulações. Cresceu em um ambiente de lendas e fantasias populares. Pessoalmente, Elena acreditava na existência de um mundo invisível, onde habitavam espíritos de toda natureza. Por isso, não só dava corpo a grande parte dessas lendas, como as explicava. Toda sua infância e adolescência foi cheia de acontecimentos sobrenaturais, que faziam seus parentes e criados olharem-na com medrosa curiosidade. Uma tia de Blavatsky disse que era sonâmbula desde a idade de quatro anos. Durante o sono sustentava longas conversações com personagens invisíveis, uns formais, outros jocosos e outros terríveis para quem os ouviam, junto a sua cama. As vezes era encontrada nalgum aposento do seu casarão, falando com seres in visíveis, outras com eles brincando no jardim. Talvez, devido a ter perdido sua mãe logo cedo e seu pai viver sempre fora, por decorrência de suas funções militares, Elena cresceu, praticamente, entre que aos cuidados de serviçais, o que lhe ensejou desenvolver o gênio voluntarioso e autoritário que a caracterizou em vida.

Aos 17 anos, casou-se com o general Nicéforo Blavatsky, pessoa de avançada idade e que lhe era antipática, mas cujo assentimento deu, como desaforo a uma aia que lhe dissera ninguém a querer por esposa, devido ao seu temperamento, nem o velho general. De pronto se arrependeu desse consentimento, mas, a família a obrigou a manter a palavra, para evitar maiores escândalos. No entanto, poucos meses depois de casada, abandonou o marido e saiu a viajar por lugares infreqüentados da Ásia Central, Índia, América do Sul, África e Europa Central, tendo passado um bom tempo no Tibet, onde teve experiências psíquicas muito interessantes. Em 1858, quando regressou de sua longa viagem, encontrou a Rússia e quase toda a Europa em efervescência, devido aos fenômenos espíritas que por todos os lugares vinham ocorrendo. Madame Blavatsky, sempre interessada em assuntos dessa natureza, por eles se deixou envolver. E, por algum tempo, passou a fazer sessões em sua própria casa, na presença de numerosas pessoas, onde ocorreram os mais prodigiosos fenômenos. As respostas que vinham através das pancadas, não eram meros toques, mas prova da existência de uma extraordinária inteligência, que descobria o passado e acertava o futuro.

Diz o Sr. Sinett que todos esses fenômenos de caráter espíritas, ocorridos com a Sra. Blavatsky, se por um lado lhe deram grande notoriedade, por outro propiciaram uma série de mentiras e calúnias que a martirizaram até ao final dos seus dias. Em 1867, madame Blavatsky voltou, novamente, ao Oriente, onde ficou até 1870. Os estudos e trabalhos que então a ocuparam nesse período devem tê-la feito sentir que sua tarefa, dai para diante, deveria ser a de divulgar para o mundo alguns conhecimentos relativos à Evolução; e nisso ela pôs todo o seu esforço, procurando, quanto possível, inculcar nos homens a idéia de que as forças latentes na natureza humana, se devidamente desenvolvidas, os conduziriam à infinita exaltação espiritual, enquanto que, treinadas para o mal, produziriam resultados desastrosos, de incalculável extensão.

Desde ai, passou a dedicar-se inteiramente aos Mestres, dos quais recebia mensagens e informações que, juntamente com as pesquisas pessoais, de ordem psíquica, que empreendia, lhe possibilitaram escrever o livro: Isis sem Véu e a monumental obra: A Doutrina Secreta. Sobre este ponto, madame Blavatsky, em carta dirigida a uma sua irmã, dizia: "Ao escrever "Isis sem Véu", vivo numa espécie de feitiço permanente, uma vida de visões a olhos abertos, sem êxtases que alucinem meus sentidos. Constantemente estou conversando com a bela deusa Isis, e quando ela me declara o oculto significado de seus há tanto tempo perdidos segredos, os véus se vão desvanecendo gradualmente ante minha vista, que a duras penas posso dar crédito aos meus sentidos".

Quem já teve oportunidade de ler a Introdução de A Doutrina Secreta, ficou sabendo que o mesmo método foi usado para escrevê-la. Ante seus olhos, noite e dia, desfilavam as imagens do passado. E, se algo lhe interessava, parava o panorama, como se fosse um slide. Outras vezes, em consciência astral, ia ler em bibliotecas que, desde os mais remotos tempos, em vários pontos da Terra, se acham escondidas dos olhares profanos, fato que ela narra, laboriosamente, na citada obra: A Doutrina Secreta. Para difundir esses conhecimentos ocultos, além de outras finalidades de ordem fraternal, em outubro de 1875, madame Blavatsky, juntamente com o coronel Olcott e mais algumas pessoas, fundou na cidade de Nova York a Sociedade Teosófica. Em certo trecho do livro: "0 Mundo Oculto", escrito também pelo Sr. P. A. Sinett, diz o coronel Olcott, sobre Blavatsky:

Um estranho encadeamento de acontecimentos nos uniu, para levar a cabo essa obra, debaixo da superior direção dos Mestres, especialmente de um, cujos sábios ensinamentos, benévola paciência e paternal solicitude nos moveram a olhá-lo com a reverência e amor que um verdadeiro pai inspira a seus filhos. Eu devo a senhora Blavatsky o conhecimento que tenho da existência desses Mestres e de sua filosofia esotérica, por haver-me servido de mediadora antes de entrar em comunicação com eles.

É sabido que madame Blavatsky sempre foi tida como temperamental, indo facilmente da mais profunda irritação ao mais terno e doce tratamento. Sobre este Ferminor, diz o Sr. Sinett, em parte do seu livro:

A primeira visita que nos fez a senhora Blavatsky - a mim e a minha esposa - não foi de todo má. Sua excitabilidade as vezes a tornava graciosa e outras, irrascível. Se alguma coisa a enojava, geralmente proferia veementes invectivas contra o coronel Olcott, que, então, começava o aprendizado daquilo que ela costumava chamar, irreverentemente, de "negócio oculto".

O coronel não se apoquentava, por ver nisso parte das provas por que devia passar, na senda que escolhera. Diz, ainda o Sr. Sinett:

Durante muito tempo, foi para nós um mistério és se lado negativo da senhora Blavatsky. Porém, agora me dou conta, devido ao conhecimento quê vim a ter de estranhas leis psicológicas a quê estão, circunstancial - mente, sujeitos os iniciados em Ocultismo. Só por lentos graus conseguimos apreciar a realidade das forças ocultas e os invisíveis agentes que estavam por detrás de madame Blavatsky.

Assim foi em vida Helena Petrovna Blavatsky. Sua missão, na Terra, teve as características daquela que tiveram outros grandes orientadores da humanidade, que viveram em tempos mais remotos, cada qual difundindo a sua tônica. Durante milhares de anos, os homens da atual humanidade permaneceram na mais completa ignorância, cheios de superstição e de medo. Só uns poucos é que tinham a oportunidade de obter conhecimentos. Porém, após a invenção da imprensa, por Gutenberg, os conhecimentos sobre a ciência, filosofia e religião, puderam ser melhor difundidos.

No entanto, se boas filosofias religiosas puderam ser melhor difundidas, também o materialismo cético obteve um grande impulso, especialmente pelo avanço das ciência; esse, talvez, o motivo pelo qual a vida de madame Blavatsky foi tão pontilhada de fenômenos de natureza extraterrena. Era preciso chamar a atenção daquela gente incrédula, supersticiosa e facilmente impressionável para o lado do sobrenatural. Havia necessidade de se antepor ao frio materialismo a que, normalmente, as ciências conduzem, o conhecimento de que a vida não termina após a morte, tanto que eles, os espíritos comunicantes podiam, de várias maneiras, dar provas de que continuavam existindo, não obstante já terem perdido o corpo físico.

Na luta entre materialismo e espiritualismo, os ensinamentos de madame Blavatsky e seus companheiros , difundidos pela Sociedade Teosófica, foram e continuam sendo assimilados, não só por nós que a ela pertencemos, mas por muitas pessoas de outras seitas e religiões. Grande parte daquelas coisas escritas, no fim do século passado, tidas como fantasias ou meras suposições, atualmente já fazem parte da ciência comum, como verdades comprovadas.

H P Blavatsky’s life


1831

Helena Petrovna von Hahn born at Ekaterinoslav, Ukraine, Russia (Now Dniepropetrovsk)

1849

Married an older man, State Official Nikifor Vassilyevich Blavatsky

1849/50

Left her husband and raveled in Turkey, Greece, Egypt and France

1851

Met the man who was to her guru in London (always referred to as ‘Master’)

1851

Sailed for Canada, raveled south to New Orleans, Mexico and South America

1852

From the West Indies sailed via the Cape and Ceylon (Sri Lanka) to India

1852

Attempted unsuccessfully to enter Tibet

1853

Traveled via Java to England

1854

Returned to America, crossing The Rockies with a caravan of emigrants

1855

Returned to India via Japan and The Straights

1856/57

Travelled throughout India, Kashmir, Ladakh, Burma, and parts of Tibet

1858

Returned to Russia via Java, France and Germany

1860/65

Lived with various communities in the Caucasus

1866/67

Travelled in the Balkans, Egypt, Syria and Italy

1867

Became a supporter of Guiseppe Garibaldi and was

wounded at the Battle of Mentana in Italy

1868

Returned to India and Tibet

1871

Shipwrecked off the island of Spetsai sailing from Greece to Egypt

1871/72

Lived in Cairo

1872

Traveled through Syria, Palestine, the Lebanon, and back to Odessa

1873

Lived in Paris

1873/78

Lived in the USA where she wrote and published ‘Isis Unveiled’

1875

Co-founder of The Theosophical Society in New York on November 17th

1878

Became an American citizen

1878/85

Lived in India

1885/87

Worked on ‘The Secret Doctrine’ in Germany and Belgium

1887

Moved to London where she completed ‘The Secret Doctrine’

1887

Founded The Blavatsky Lodge

1888

Founded The Esoteric School

1890

Established the European Headquarters of The Theosophical Society

1891

Died in London on May 8th; cremated at Woking Crematorium, Surrey

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