Um centímetro de silêncio
entre nós.
Um livro aberto,
um muro,
um mapa,
vozes sem palavras.
Ouvir o escrito,
palpar o que sobe
por gargantas e desce
pelas mãos.
Poderia dizer nada,
mas olhos denunciam
que a vida arde
embaixo da linguagem
e cresce pulsando.
A voz morre à meia voz
e cala sempre sobre você.
Há ruídos míopes de corpos
quando quebram o que ocultam.
A boca só pode ser útil vazia.
[...] Ouve.
Nada se parece ao que não sabemos dizer.
(Gabriel Gómez)
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