
Vendo-o, o sol esconde-se para chorar, porque a dor do poeta,
É a dor de quem vê mais longe, que mora nas asas do tempo.
Ao cantar a liberdade o poeta silencia,
Ora convidando o mar para se revoltar, ora cantando com ele uma doce canção.
Quando canta a paz, apaga a guerra, esconde o ódio e o rancor,
Usando uma tinta especial que não pode ser vista por qualquer um,
Só pelos que acreditam ser possível viver num mundo onde os homens são todos irmãos.
Quando é do amor que fala, arde no desejo de quem sabe que o amor é louco
E canta com a sua pena a entrega sôfrega dos amantes
Que guiados pela sede dos sentidos se entregam aos prazeres mais sentidos.
Assim, o poeta vive para sempre no coração daqueles que ousam ver
Para além do que os olhos vêem:
Vive no brilho do sol, no som do mar, na eclosão das palavras, no silêncio do sentir.
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