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sábado, 20 de novembro de 2010

Onde?

De onde um onde?

De onde pra onde
tua boca deixou a palavra
sem corpo?
De onde não voltas nunca?
Onde a voz apaga a dor?
Onde escondo o som
do que não está?
De que lugar um ponto
se faz rosto que vem a mim?
Que lábio atalho abrir
da porta fechada por fora?
Tantos braços
de abraços me habitam...
Aqui, minha caligrafia
ajusta meu entorno.
E sinto algo
agonizando nas mãos.


A ausência é um fenômeno
de velocidade variável.


Enquanto isso,
tua comida esfria
no prato.

(Gabriel Gómez)

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