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domingo, 23 de janeiro de 2011

Repartindo o Silêncio

Chamo cada vez menos.
E quando chame,
não responda.
Cego, palpo palavras,
passeio minha escuridão,
sorvo meus lábios,
sampleio a voz.
A escritura não me cura.
Mudo, anuncio-me como a fome,
doendo,
como uma longa espera.
Se o telefone não tocar,
sou eu.


Com medo,
repartimos o silêncio
como a falta,
como algo roubado e
sujo.


Como
a palavra não.


(Não) atenda.

(Gabriel Gómez)

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