Assim.
A poesia
começaria
assim,
num céu
de papel
claro como este
(que conseguiria
descrever
tão bem
por nunca ter
estado nele).
E um espantalho,
que não assusta,
querendo voar
por ser dia
de folga.
E canta,
canta,
repartindo
o canto.
Inventando
galhos
e mãos
que pedem,
esperam,
e escolhem
pássaros
que dormem
cansados.
E terminaria
aqui,
bem aqui,
com um sol
que desce,
desce,
e olha
entreaberto,
esperando
sua leitura,
para depois
ocultar-se
lentamente,
como pálpebras
que caem
e deitam,
no horizonte
da página.
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