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terça-feira, 26 de abril de 2011

Pai...




Digo pai
e abro novamente as gaiolas
dos pássaros que não sabiam
que não ias voltar
(quem cuidaria deles naquela noite?),
porque tinhas caído na rua
para sempre,
e o fraco braço da mãe
não segurou,
pensando apenas
ser um tropeço, falha do passo
que torceu o destino,
e a dor,
que ainda exorcizo em sonhos,
interminavelmente,
quando tive que escolher tua gravata,
pai,
e falar pra ela
a verdade da partida.

(Gabriel Gómez)

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