Sempre digo o mesmo. Não digo.
Não consigo dizernada
a ninguém
para nada
de outra forma de outra
tristeza
como alegria que se acaba
que caduca respirando
equivocada
por dizê-lo de algum modo
por dizer algo
e quem dirá já disse
que é grito gesto
temperatura
que digo sempre o mesmo
Nada
E esta forma de morrer
de palavras nas pontas dos dedos
dos lábios que importa
se caem fogem reaparecem
se afundam apagam
e não ter mais respostas
não ter menos
ou mais você
para que tudo se
todas as coisas
andam dizendo tanto
que as vezes não chega
não te chegam
por isso já não direi
se soubesse se pudesse
dizer apenas
dizer quanto.
(Gabriel Gómez)
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