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sábado, 14 de janeiro de 2012

Morte

O silêncio grita aos surdos sob a túnica enigmática,
Rompendo com tudo que nos dá a noção do que somos.
No valor do que não se reconhece,
No medo do que se desconhece,
Nivela a todos,
Ignorando a importância de cada pessoa.
Promove o encontro com nossa autêntica realidade.
No semblante o próprio drama no evoluir.
Extensa é a noite da eternidade frente ao curto sonho da vida!

Toda alma é sempre igual, embora sempre creia ser diferente…
Os cegos a temem, os mancos não a conhecem
Os assassinos fizeram guerra e mataram por ela…
Imensurável incapacidade de perceber a troca.
Ouvir de igual pra igual, sem piedade.

Tu, no entanto, em serena contemplação
Observas o barco navegar sem rumo aparente…

Tudo é sempre igual, embora sempre creia ser diferente…
A fúria que queima só com o olhar…
Perdendo a inocência, ganhamos percepção,
Perdendo juventude, ganhamos experiência,
Perdendo a saúde, ganhamos aprendizado.
Melhor conhecê-la antes de a desprezar!
Matéria, pó e cinza,
Dentro em pouco dissolvida na água,
Brilhará no esplendor dos metais.
E descobre que tinha asas,
E podia mais…
E as lágrimas, que tinham secado,
E o sorriso, já desvanecido,
E os sonhos, desacreditados,
Refletem na suave serenidade
Da força íntima,
Do ser oculto,
Vivo.

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