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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Oh! Alegra-te!

Oh! Alegra-te!
Há trovões nas montanhas
E longas sombras matizam a face verde do vale.
As chuvas suscitam brotos verdes
Nos troncos mortos de ontem.
Lá no alto, entre as rochas,
Uma águia está fazendo o ninho.

Todas as coisas são grandes na vida.
Oh! Amigo,
A vida enche o mundo.
Eu e tu estamos em união eterna.

A vida é como as águas
Que nutrem reis e mendigos igualmente.
Vaso de ouro para o rei,
Para o mendigo vaso de barro,
Que se despedaça na fonte;
Cada qual estima igualmente o seu vaso.
Há isolamento,
Pavor na solidão,
Mágoa do morrer do dia,
Tristeza de uma nuvem que passa.

A vida destituída de amor,
Peregrina de casa em casa,
E ninguém há que lhe proclame o encanto.
Como o de um pedaço de rocha granítica
Transformado numa imagem tumular,
Que os homens têm por sagrada,
Mas pisam a rocha no caminho
Que leva ao templo.
Oh! Amigo,
A vida enche o mundo.
Vós e eu estamos em união eterna.

(Krishnamurti)

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