A imagem dissolvida no ar.
As pedras impassíveis
Descansam sua grandeza solitária.
Sobre as águas exalta-se a cor do céu,Manchadas com a sombra do pássaro.
As sombras dos rostos da noite
Que sonham com o amanhecer,
Escondem-se em mim
Confundindo seu medo com o meu.
Metamorfose,
Recompensa de Tiresias.
Sem razão a voz,
Que calada, emudece.
É como um grito este silêncio.
Livros abandonados aos pés,
Apócrifos amantes da imaginação.
Calor de suas antigas madeiras,
Cuja textura sussurra sem palavras.
A nostalgia que não devo confiar.
Um espaço que não me reconheço,
A não ser por negação.
Que mais nunca encontrarei?
Nenhum comentário:
Postar um comentário