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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Apenas acontece.


Caem as resistências
diante da vulnerabilidade da vida.
A finitude se apresentou
lenta e inexorávelmente.

Doença,
Garra,
Lágrimas,
Risos,
Lembranças...
Imprevisibilidade da saúde que engana.

Fiquei
sem saber lidar, com o fato de que a vida acaba,
ou sem querer.
Desconstrução do alicerce.
Revivência emocional.
As palavras mantém encobertas as coisas que acreditava.
Encaro um penhasco profundo, escarpado, assustador,
sem fim.
A única morte é a perda.
Perdi.

Vamos mudar o jogo?
Revela um final diferente,
da tua inércia.
Diz: não é definitivo,
dá para reverter,
mudar a história.
Fala!
Vou te esquentar...
Olha aqui!
Te amo, estou contigo!
Estava... voce se foi.
O jogo acabou...

Esperei o despertar,
para o que não há mais a dizer,
na fragilidade da dor da ausência.
A dança das sombras fala mais alto.
O tempo é fogo que queima, sem luz.

Veja como vivia distante de mim mesmo...
e hoje me procuro.
Não há mudança que não inicie,
na escuridão do coração.
No meio da vida estamos na morte,
sós...

Simples assim.

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