Honra-me com teus nadas.
Traduz me passo
De maneira que eu nunca me perceba.
Confude estas linhas que te escrevo
Como se um brejeiro escoliasta
Resolvesse
Brincar a morte de seu próprio texto.
Dá-me pobreza e fealdade e medo.
E desterro de todas as respostas
Que dariam luz
A meu eterno entendimento cego.
Dá-me tristes joelhos.
Para que eu possa fincá-los num mínimo de terra
E ali permanecer o teu mais esquecido prisioneiro
.Dá-me mudez.
E andar desordenado.
Nenhum cão.
Tu sabes que amo os animais
Por isso me sentiria aliviado.
E de ti, Sem Nome Não desejo alívio.
Apenas estreitez e fardo.
Talvez assim te encantes de tão farta nudez.
Talvez assim me ames: desnudo até o osso
Igual a um morto.
(Hilda Hilst)
Traduz me passo
De maneira que eu nunca me perceba.
Confude estas linhas que te escrevo
Como se um brejeiro escoliasta
Resolvesse
Brincar a morte de seu próprio texto.
Dá-me pobreza e fealdade e medo.
E desterro de todas as respostas
Que dariam luz
A meu eterno entendimento cego.
Dá-me tristes joelhos.
Para que eu possa fincá-los num mínimo de terra
E ali permanecer o teu mais esquecido prisioneiro
.Dá-me mudez.
E andar desordenado.
Nenhum cão.
Tu sabes que amo os animais
Por isso me sentiria aliviado.
E de ti, Sem Nome Não desejo alívio.
Apenas estreitez e fardo.
Talvez assim te encantes de tão farta nudez.
Talvez assim me ames: desnudo até o osso
Igual a um morto.
(Hilda Hilst)
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