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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Na Luz

Se as mãos pudessem
as tuas, as minhas, as nossas
rasgar o nevoeiro,
entrar na luz...
Se a voz viesse,
Não uma qualquer:
a tua.
E na manhã voasse.
E de júbilo cantasse.
Com as tuas mãos, e as minhas, e as nossas,
pudesse entrar
no azul do mar,
no azul do céu,
no azul da canção de água corrente.
E com elas crescer.
(A ave, as mãos, a voz.)
E fossem chama.
Se.

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